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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

6 meses (e meio) – coisa pacaramba

Gente, tô loka! Tem tanta coisa pra contar! Bora começar? (esse post está há UMA SEMANA no Writer para ser finalizado e eu NUNCA termino – update: 16/8)

Diogo fez SEIS MESES dia 28/7. Né? Passou voando. Fizemos bolinho em casa, chamamos a família e não teve parabéns porque o cara dormiu – e acordou assustado logo depois do primeiro pedaço do bolo ser retirado.

Ele ganhou uma mesa de atividades da Fisher Price, um volante da Dican, 2 sabonetes Mamãe e Bebê da Natura e uma camisetinha linda.

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Passamos à nova fase: introdução de alimentos. #medo

Eu, que sou fã de carteirinha da amamentação, tenho medo de dar mamadeira. Comprei 2 copos de treinamento. Tentei dar suco de laranja-lima (serra d’água) na colherada e depois passar pro copo. Ele só fez cuspir. Na primeira tentativa, na segunda (que foi no mesmo dia), na terceira, na quarta… e aí eu desisti.

Raspei maçã, e ele “comeu” 2 colheres (das de café, quer dizer, nada).

Dei manga e ele curtiu… comeu 2 colheres (das de sopa, ótimo). Aí papai deu perinha processadinha e ele comeu meia pera!!! E eu fiquei super feliz!!!

Aí, no dia seguinte, fui dar manga e ele odiou!!!!!!!!! Como assim, Arnaldo? Isso pode? Fez cara feia, fez ânsia… de noite dei maçã processada, e ele comeu mais de 1/4. Tá bom, né?

No outro dia, suco de melão, e até que foi bem… depois, não foi bem, não foi mal… simplesmente não foi. E até agora não vai nem papa nem suco de melão. Oi?

No dia seguinte, nem manga, nem maçã. Nem mamão. Nem suco de nada. Nada.

Desisti. (desisti nada, to tentando)

Cozinhei cenoura, processei, fiz um purê-papa-cremoso com pouco azeite, nenhum sal. Ele vomitou.

Ok, Diogo… vc venceu. Mentira! Continuei tentando!

Cozinhei uma carne de panela pra gente, e botei batata dentro. A batata, temperadinha, salgadinha, ele amou! Daí no dia seguinte misturei a cenoura-odiada. Ele comeu, roubou-me a colher, comeu comeu comeu.

Descobrimos o ouro, congelei a batata, e agora ele come todos os dias um quarto de batata com mandioquinha, cenoura ou qualquer outra mistura que eu faça. Mas só se estiver com a batata, ok?

Hoje dei abacate. Ele comeu meia colher de sopa. Tamo evoluindo!

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Quinta retrasada (4/8) fomos à pediatra. Ele ganhou quase 500g e cresceu mais um centímetro (69cm, 6,890Kg). Não é muito, a pediatra falou que ele é da turma da perna curta (oi?) e que ele ainda é um ser desdentado – pra felicidade mamária da mamãe.

Ela testou a postura dele, e ele ficou sentadinho pra ela examinar. Não fica sozinho por muito tempo, mas já tá bão.

A pedi receitou ferro (Neutrofer, seu feio), mandou continuar o Adtil, e se ele não gosta, parar com o complexo B e a vitamina C. A vitamina C, que deveria vir no suco da laranja, voltou ao rol de vitaminas obrigatórias, já que o bonito não toma suco de laranja. #chorei (e ele não toma nenhuma das vitaminas também, morro?)

Ela passou uma receitinha de sopa que eu não vou seguir por enquanto, porque acho importante ele começar a comer um legume/verdura/fruta/sabor por vez. Mas se não funcionar um sabor por vez, vou começar a disfarçar.

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Ele rola sozinho para os dois lados, fica de barriga pra baixo, levanta os ombros, estica os braços. Abaixa a cabeça, estica as pernas e o bumbum vai lá em cima (usa a cabeça de apoio pra isso).

Quando minha mãe fala pra ele dançar, ele se balança pra cima e pra frente, pra baixo e pra trás.

Acordou esses dias e ficou treinando pinça. Ele olha nossas mãos e depois olha as dele. E agora deu pra fazer um movimento com polegar, indicador e médio, como se pedisse dinheiro ou chamasse um gatinho.

Se olha no espelho e tenta pegar o nenê que tá lá dentro. Mas a mãe ele sabe que sou eu. A que tá lá dentro é a mesma de fora. E adora se ver pelado!

Quando perguntamos se ele quer tomar banho ele ri, grita, se balança todo. Detesta ser vestido, mas se estiver no colo, tudo bem. Toma banho na banheira, no balde ou no colo, e a alegria é sempre a mesma! E agora ele dá tapas de alegria; na gente e na água.

Fica de pé com a gente segurando. E se a gente o coloca de pé, apoiado nas costas do sofá, fica de pé sozinho. Acho que andar é só uma questão de tempo. E quando seguramos suas mãos, ele caminha passinhos trôpegos, mas dados na direção que o interessa (geralmente pro meu colo ou pegar algo que não pode/não deve).

Resmunga e balcucia o dia inteiro. Gosta de atenção. E eu não posso reclamar, queria companhia, tá aí! kkkkkkk

Estica os braços quando quer colo, carinho, fazer carinho. É muito carinhoso. Obrigada, Deus!

Ainda é simpático com todo mundo. Melhor que bebê antipático. Mas dá muito medo! rs

Tá com mania de mamar pra dormir. E não me venham com essa de “foi você que deu esse hábito”. Um belo dia ele não dormia no colo, não dormia na cama, não dormia no berço, de chupeta, sem chupeta, coberto, descoberto… tentei dar mamá, mesmo ele estando sem fome – achei que pudesse ser sede – e ele dormiu na hora. No dia seguinte esticou os bracinhos na direção do mamá. Já era.

Quando quer atenção faz “oooooooooooo” ou “uuuuuu”. De vez em quando o Aga vem acompanhado de rrrrrrrr (som da garganta cheia de saliva) e logo em seguida surge um bico fazendo uuuuuuuu. Brinco que ele aprendeu a rosnar e uivar por amor aos cachorros.

É, ele ama cachorros. Onde aparece um, ele fixa o olhar e estica a mãozinha. Culpa da Trudy, né? (ou seria culpa da mãe, que ama cachorro e nunca se afastou deles, nem grávida? – ele tomou cada pisão quando tava na barriga, tadinho!) rs

Se quer chamar atenção por estar bravo, se sacode todo. Se eu estou perto, sobra chute em mim. E arde. Aí eu dou bronca e ele ri. E eu quero morrer num buraco, por que sou tão mole? rs

Geralmente fica nervoso por tédio. Resolve que quer sair, ferrou. Tenho que ir pra rua. E quando tá chovendo? Galinha Pintadinha nele. Ou Música de Brinquedo, do Pato Fu.

Não toma água por nada nessa vida de meldels, mas na hora do banho fica lambendo a água do chuveirinho. Vou colocar um filtro no chuveiro, vou sim.

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Esse mês:

Fez 6 meses com festa (fotos abaixo)

Foi numa festa de aniversário em SP, não tava tão frio quanto pensávamos e demos graças a Deus. Se comportou muito bem, passeou de colo em colo, ficou feliz da vida. Depois dormiu no meu colo, e antes de vir pra casa, troquei a roupinha dele pra não ter que trocar quando chegasse. Veio o caminho todo dormindo, mamou e dormiu.

No penúltimo fim de semana fomos à cas dos padrinhos, em Cotia. Almoçamos no shopping, passeamos (e ele dormindo no sling), fomos ao kartódromo. Lá ele tava curtindo tudo de longe. De repente o pai resolveu ir para o camarote, perto do Grid de largada. Ele olhava cada carro que passava, virando a cabeça. Daqui a pouco passou uma porrada de carros de uma vez só. O bichinho tomou um susto!!! Virou pra mim com beicinho e me abraçou. Own… Chegamos de volta na casa da madrinha e ele fez um cocozão mega master blaster e eu tive de dar banho. Banho, tetê, carro… dormiu a viagem de volta todinha. Chegou em casa, acordou e não dormia mais. Aí, né, já viu. rs

Segunda passada foi dia de vacina e eu quero me matar nesses dias. Já levantei com o coração na mão. Voltando da cozinha pro meu quarto, topei o dedinho numa cadeira e esperei a dor passar. Mas não passou. Mais de 15 minutos e não passava. Fui no médico, e não foi nada. Mas tá roxo, feio e doendo. E ele tomou vacina. E tá doendo, tá chato, e essa noite me acordou às 2h, às 4h, às 6h30… ai, eu morro!

Teve dia dos Pais, tem foto do “presente” logo abaixo. Mas não tem foto dele com o pai. Desnaturada.

Hoje o dente rasgou a gengiva. É… o primeiro dente tá dando as caras. Ferrou. Agora é uma coisa a mais na rotina: escovar os dentes do cara. E cadê escovinha? Mais uma coisa para COMPRAR além da pastinha (se quiser o nome, me pergunte que eu mando por e-mail).

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Agora vejam algumas fotos… (clica que aumenta)

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No começo do mês, ele sentadinho depois do banho.

 

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Vestido pra festa em Sampa. Pq é do rock, esse meu filho! Smiley piscando

 

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Coçando a gengiva, desde sempre!

 

A primeira vez da manga e ela fez sucesso!

 

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Xamego com o papai deu soninho…

 

“Pilotando” a moto do Valentino Rossi… uhuuuuuuuuu

 

Padrinho

 

Madrinha

 

Gaaaaaaaaato

 

“Presente” pro papai.

 

Mão e pé azuis… smurfando?

 

Baaaaaaaaaaanhoooooooooo. Será que ele gosta?

 

O almoço dele de Dia dos Pais. Chorando pq queria mais… segurando a colher pra ninguém roubar!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

5 meses: cresceu, ganhou peso e aprendeu muita coisa

Diogo tá crescendo, isso é fato. Mas o engraçado é ver as pessoas perguntarem quanto tempo ele tem, e quando eu respondo que são 5 meses e meio, vem a resposta: noooossa, mas que grandão!

Aí dia 4 (é, gente, to atrasada uma semana) fomos à pediatra e ela mediu/pesou o cara. 64cm, 6,4Kg. Grande e forte. Saudável, graças a Deus. E tome mais vitamina. Agora, diariamente são: 12 gotas de redoxon (vitamina C), 7 gotas de beneroc (Complexo B) e 2 gotas de Adtil (aquela porcaria fedida que ele vai tomar até a adolescência [?]).

E ainda temos as homeopatias – confesso, não tenho dado. Esqueço mesmo.

Depois fomos à vacina – pneumo 10 e meningite C. Inferno que é ver meu pequeno tomando injeção na coxinha. Mas, pelo menos, no radinho da salinha de vacina tocava Elis Regina (Como nossos pais) e o Diogo já está familiarizado com a música. Fiquei cantarolando e ele nem ligou tanto pra dor. Fica a dica: acostumem seus bebês com algumas músicas, e sempre que puderem, coloquem para tocar na hora da espetada.

Ainda na semana passada percebi uma mudança no comportamento alimentar dele: começou a mamar a cada 2 horas, quando o normal é de 3 em 3. Mas aí reparei que ele aprendeu coisa nova: virar de barriga pra baixo já tá mole. Já muda sozinho de posição no berço (de um lado para o outro, antes ele só virava de barriga pra cima e rodava a cabeça). Já tenta colocar a chupeta na boca sozinho, e muitas vezes consegue – e com alguma ajuda, mais vezes ainda. E sexta, uma alegria: ele ficou sentado sem apoio por alguns segundos (uns 4, mas já é um começo). Com apoio ele fica muito tempo mesmo. E quando é sentado reclinado, ele acha que é gente e puxa o corpo pra cima (tipo você que não sabe fazer abdominal levantando as costas do chão, sabe?). Ah! E ele ainda me ajuda na hora da troca de fraldas: segura os pés para eu limpar e passar pomada no bumbum gordinho (ele tem cócegas na poupança!!!).

Tô bem animada com esses progressos.

Semana retrasada inventei uma brincadeira nova: coloco o Diogo sobre meus ombros. E ele gosta tanto que gargalha. Deve mijar de rir, mas eu não sei porque ele tá de fralda, né? rs

E agora, se ele tá de mau humor, é só colocar as músicas do álbum Música de Brinquedo, do Pato Fu, para tocar no celular que ele se anima todo. Até esperando a vez de entrar no banho (que ultimamente tem sido de chuveiro, no meu colo, porque não ando com pique (nem coluna) pra dar banho na banheira ou no balde. E quando a coisa tá muito feia mesmo, é só colocar os videos da Galinha Pintadinha (Santa Mariana) que ele acalma mesmo (só dá piti no silêncio+black que fica entre um video e o outro, mas aí é falta de soco na cara – que vai ficar faltando até o dia que ele brigar na rua).

Bom, é isso.

Lá vai uma foto para não me chamarem de mentirosa:

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Ele tava reclinado na cadeirinha, aí enjuriou, coloquei sentado e ele ficou encantado com as meias novas!

sábado, 2 de julho de 2011

As melhores dicas

Sempre me achei criativa, sim, mas sempre tenho as melhores ideias nas piores horas – aquelas em que não há um computador ou papel e caneta à mão (banho, supermercado, amamentando…).

Aí eu leio um post aqui, e a ideia emerge. Um artigo ali, e relembro o que tinha pensado em escrever.

A Denise Fraga, atriz querida e mãe de dois meninos, escreve pra revista Crescer. E na coluna dela escreveu sobre as dicas que pulam das bocas de ex-grávidas super experientes, mesmo que a experiência seja de SÓ UMA gravidez.

E eu, no alto da minha super experiência de mãe há 5 meses, e de 39 semanas de gravidez, tenho muito a “ensinar” às minhas amigas-mães-de-primeira-viagem.

É que não há livro, blog ou site que ensine tanto sobre bebês que ser mãe e ter amigas mães. Aprender na prática é muito bom. Então vamos pela ordem cronológica dos acontecimentos.

- turbilhão de emoções: mulher grávida é igual ou pior a uma mulher em tpm. Isso porque tpm dura uns 5 dias só. Pensa numa tpm que dura uns 3 meses, no mínimo. É o tempo que seu corpo convive com uma descarga hormonal tão absurda que seus neurônios ficam loucos – e mais loucos ficam os que convivem à sua volta. Você chora se cai um palito de fósforo riscado no chão, porque você vai ter de riscar outro e ainda pegar o queimado (e não usado) do chão. Absurdo. Ou é nesse período que você quer matar o seu marido porque ele fez o que sempre fez, como largar toalha em cima da cama ou sapato no meio do caminho (e vc nunca tinha reclamado). Isso, acredito, é efeito dessa coisa de ser mãe. Você começa a treinar com o pobre coitado. E ai dele se falar: nossa, por que você tá nervosa assim??? Morre.

- sono: pois é… nas primeiras 12 semanas seu corpo quer poupar aquele serzinho embrionário que você chama de bebê (eu chamava de girino, o bebê era meu.), e quer que você durma a maior parte do tempo para não correr risco de você decidir subir/descer uma escada e sofrer uma queda. Depois, nas últimas 12 semanas, vc fica no modo “poupando energia”.

- enjoos: é, minha amiga… nem todas têm, mas a maioria sim. Algum nível de enjoo sempre surge. Nem que seja da cara do chefe (eu tive, ui – abafa). Algumas enjoam do marido (ai, gentchi, enjoei dele não… às vezes queria matar, mas não enjoei), outras de temperos (como vive sem tempero?) e outras enjoam de tudo. Eu comecei enjoando de cheiro de perfume masculino. Mais uma vez, hormônios. Se eu já to prenhe (sou um bicho, lembra?), pra que eu quero um macho? Faz sentido. Mas pegar transporte público (cheio de homem, a começar pelo motorista e o cobrador) às 7h30 da manhã, sem ter conseguido tomar um café da manhã decente, era um sofrimento. Aí eu descobri o limão. E minha vida ganhou cor. O arco-íris ficou lindo, e não tava só no céu. Eu tomava limão o dia todo. Ótimo, porque além de ser uma fruta ácida (taí a responsabilidade no controle do enjoo, então vale laranja, abacaxi…), tem muita vitamina C, o que ajuda a fixar cálcio e ferro no organismo. Agarra o limão, minha filha.

- xixi: não conheço UMA grávida que não se mije no começo. Não tem dica nenhuma, só um conselho: paciência porque você vai ficar do quarto ao sexto mês mais tranquila. Depois piora de novo. (Se você for uma menina legal, e morar no estado de São Paulo, manda seu xixi pro Programa HCG)

- sede: consequência do xixi, causadora do xixi, mas não fique sem beber água; sem mais.

- pele: esqueça a cosmética, acredite na genética. Ponto. Se você sempre teve espinhas, elas vão piorar no começo. Depois melhoram e podem sumir. Mas se o problema é o medo de estrias, comece observando seu corpo. Se você tem umazinha sequer, não estresse, entregue para Deus, e relaxe. Elas vão aparecer na barriga, na bunda, no quadril e onde mais a pele esticar. Tive até na panturrilha (retive líquido SÓ nas pernas). Pode usar cremes, é bom massagear a barriga, o bebê curte. Mas não fique encanada achando que fez pouco. Se hidratar e consumir alimentos saudáveis e ricos em vitaminas A, C, D e E também pode ajudar. Mas é só. A genética, nesse caso, é primordial.

- pum: gases, peido, pum. Todo mundo peida. Já diz meu pai. “Até a Xuxa peida”, ele falava pra me irritar quando eu era criança. Mas é verdade. É natural. E grávida peida meeeeesmoooo!!! E não tem muito o que fazer. De novo, água é uma aliada. E fibras (saladas, integrais) acompanhados de mais água e sucos. E correr prum cantinho escondidinho pra soltar à vontade (mesmo que de noite, o edredom e o marido sejam bombardeados… rs). Caminhar ajuda a soltar também, mas certifique-se de que está numa praia deserta ou numa rua desabitada.

- informações: leia, se informe, pergunte. Pras amigas que têm filho, pergunte como foi a experiência delas. Pro médico, pergunte TUDO. Eu tinha um caderno e ia marcando ao longo do mês cada dúvida que surgia. Até coceira no pé (a Luíza do Potencial Gestante teve) é sintoma de gravidez, mas se vc tiver pressão alta pode ser algum problema circulatório. Então não custa mencionar tudo que houver de diferente. E leia tudo o que puder: sites, blogs (leia o meu, ok? E os ali do ladinho tb), livros. Pode ser que seu médico te dê um. Mas se ele não der, tem opções bem baratinhas escritas por ginecologistas renomados.

- coceira: ao contrário do que dizem, coçar não causa estrias. Estrias causam coceira. Então, se coçar, coce. Mas não use as unhas, tente usar as mãos abertas ou a bucha vegetal na hora do banho.

- seios: parece que você colocou silicone? Foi do dia pra noite, né? É… até uns 5 meses eles ficam assim, depois dão uma diminuída (ou será que a barriga que cresce tanto que parece que as tetas de vaca leiteira sumiram?), e voltam a encher quando o bebê nasce. Prepare os mamilos: se tiver como, tome 5 minutos de sol por dia nos seios, use bucha vegetal no banho e do sexto mês em diante use uma pomada pré-amamentação. E compre uma pomadinha pra quando o bebê nascer. Eu não usei a pomada pré, e me ferrei de verde e amarelo.

- costas: vão doer. E deve começar lá pelo 5º mês. Mas pode começar antes. Se o desconforto for demais, por volta do oitavo mês o médico pode liberar um corticóide. Eu não quis tomar por medo de engordar ainda mais.

- peso: você vai engordar. É fato. Mas se depois que o bebê nascer, você der o seio e ele mamar só de você, o peso vai embora rapidinho. Minha opinião: não pire em não comer as coisas que tem vontade porque engordam. Se tiver vontade, coma.

- desejos: desejo de grávida tem a ver com necessidade de nutrientes. Ponto. Isso é o que dizem os especialistas, e é verdade. Aí, alguns falam: se você tem vontade de comer chocolate, coma castanha do pará – a quantidade de selênio e zinco é maior na segunda opção, e a gordura é saudável. Mas pô! Quero chocolate! Então coma chocolate. Agora… não me venha dizer que teve vontade de comer pizza de tijolo, ou bombril com catchup que pra mim você tá querendo é chamar a atenção e tomar uma na cara. #prontofalei

- barriga: amiga, curta sua barriga. Ela vai sumir daí em poucos meses. Curta os movimentos suaves, os chutes e os pés fincados em lugares remotos do seu corpo. Às vezes pesa (use cinta pra sustentar), dói, às vezes não dá pra respirar, mas vai por mim: depois que o bebê sair, você vai desejar que ele estivesse lá ainda. Várias vezes. Até hoje (5 meses depois) eu tenho vontade de botar o Diogo de volta. Dá saudade de sentir os movimentos, dá vontade de ter ele lá porque ele não ficava doente, não tinha dor e não chorava (e eu dormia até a hora que eu queria, e não até 8h – quando ele acorda e começa a gargalhar. #AMO).

- planeje: planeje o parto (mas não faça como eu, esteja preparada para o que der e vier. Eu queria tanto o parto normal, que fui pra cesárea chorando), o que vai querer ou não que façam (leia sobre episiotomia, anestesia, analgesia, indução, rompimento de bolsa… tudo!), planeje a amamentação (se vai poder ficar por 6 meses ou mais com o bebê, se vai optar por aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, se vai poder amamentar no trabalho, essas coisas), planeje a mobília do quarto… eu comprei cômoda porque não tinha espaço no quarto para guarda-roupas. Aí optei por usá-la como trocador. Hoje troco na minha cama ou no berço.

- não diga “isso eu não vou fazer”: Eu falava: o Diogo vai dormir no quarto dele aos 3 meses. Comprei um berço desmontável para usar nos primeiros 3 meses, e ele habita meu quarto desde o nascimento, e é lá que o Diogo dorme. Mas ele dormiu no carrinho por 2 meses. Isso quando não dorme na minha cama. Eu falava: que mané colo, não pode ficar pegando no colo toda hora! E agora, se ele chora, eu corro e pego sim! Não fiz filho pra ficar no berço. Depois cresce, quer chão e não quer mais colo. E aí eu deprimo. Eu dizia: eu não sou dessas frescas que não querem que o bebê fique no colo dos outos. Sou sim. Odeio quando ele fica de colo em colo. Por um simples motivo: ele fica enjoado, cansado. Agora menos que quando era pitico (é que agora ele é grande, né?). E daqui pra frente, ele vai começar a decidir se quer ou não os colos alheios. Isso muito me agrada. Ontem foi mega antipático. Orgulho da mamãe.

- não compre loucamente: a gente fica tentada diante de tanta coisa linda. Acontece que você não sabe de que tamanho seu bebê vai nascer. Assim como pode ter menos de 3 quilos, pode ter 4 (né, Beca?). Por volta de 36 semanas você deve fazer uma ultrassonografia para se despedir das imagens disformes – tá bom, não é pra isso – e pra saber tamanho, peso e posição do bebê. Daí você já sabe que ele pode crescer mais um tanto (o médico vai falar, eu não lembro e varia de acordo com o tempo que falta pro parto), e já tem uma ideia de que tamanho de roupa levar pra maternidade. O Diogo usou RN por um bom tempo, já que saiu da maternidade pesando 2,855Kg. Já pensou se eu não tivesse comprado? Agora pensa pior: e se eu tivesse gastado os tubos em roupas RN e ele nascesse com 4 quilos? Pois é. O mesmo vale para fraldas. Tenha um pacote de RN e vá comprando conforme a necessidade. E se tiver alguma amiga/parente que teve bebê há pouco tempo, combine com ela de vocês racharem as contas e herde as roupinhas pro seu filho, assim como as fraldas que sobraram com o aumento de peso do antecedente.

- planeje as roupas: aja de acordo com a estação do ano em que o bebê vai chegar do lado de cá, porque não rola enrolar o pequeno numa manta de lã pra sair num calor de 42 graus (é… o Diogo se ferrou, coitado). Eu me programei comprando APENAS roupas frescas. Ganhei MUITA coisa da minha prima, que teve bebê no inverno, e as pessoas sempre dão roupas de mangas longas. Então separei tudo por temperatura e ele só usou roupinha de manga mesmo no hospital, com o ar ligado. Pra sair, foi manga curta e bermudinha. Em casa ficava só de fralda mesmo, tadinho.

- converse com o marido e a família: é muito importante expôr seus medos e sentimentos, perguntar o que fazer, dizer o que quer, pedir ajuda. Se você está cansada, e não quer cozinhar hoje, seu companheiro precisa entender e pode correr ao supermercado para comprar algo leve e pronto. Ou ir a uma casa de sucos e trazer um lanchinho natural. Ou até te levar para jantar, o que é muito bom pra manter a conexão. Não hesite em pedir para sua mãe ou sogra (eu não pedia nada pra minha sogra, falar é fácil) vir lavar uma loucinha, ou pendurar a roupa no varal. Vale também – e principalmente – para depois do parto. Não há mulher que tenha forças na primeira semana depois de horas em claro e amamentando.

- peça pinico: não no sentido literal. Eu cheguei do hospital tão exausta, mas tão exausta, que no dia seguinte minha mãe estava passando roupa e o Diogo tinha dormido e eu aproveitei pra descansar. Morri. Minha mãe disse que eu até ronquei – e acordei o cara, que chorou assustado, tadinho. Daí pra frente, é assim: sempre que estou muito cansada, e tem alguém (minha mãe, geralmente; brigada, mãe!) pra me ajudar com ele, peço pra ficarem com ele e caio na cama. Nem que seja meia hora. Mas é melhor meia hora despreocupada que 3 horas tensas.

- curta muito: cada minuto seu com o bebê ou com a barriga é muito importante. Tenha em mente que nada volta atrás, que não se faz 15 anos duas vezes, e nenhuma idade é repetida. Se seu filho sorrir, tente fotografar. Se ele andar, tente filmar. Guarde cada lembrança como se fosse ouro, porque passa e você depois não vai lembrar de nada direito. Se puder, encare fazer um blog ou um diário. Isso vai ser legal para quando ele crescer.

Acho que é isso, muierada. Adoro dividir um pouco das minhas experiências aqui. É claro que nem tudo serve para todas, mas eu acho que fui bem genérica e expliquei: são minhas experiências. Cada uma vivencia a maternidade de uma maneira diferente.

Espero que tenha sido útil. Beijos

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Minha vida de mãe

Esses dias a Luíza escreveu no blog dela (Potencial Gestante) sobre as mudanças na vida da gente, depois que viramos mães. Ela sabia que a vida ia mudar, mas não sabia que quem mudaria, na verdade, seria ela mesma.

Aí eu me liguei na conversa que tive segunda-feira com minha amiga Dayanne. Ela falou que não está preparada para ser mãe, porque não saberia abrir mão de algumas coisas, como eu abri. Nada demais, mas que agora ela não quer, quer curtir a vida. Ela tá certa, é nova e não tem alguém ao lado dela para ser apoio e o pai que um bebê merece.

Mas eu refleti sobre as coisas que eu passei a não fazer mais – mesmo que não me façam falta.

Eu não pinto mais as unhas – explico: eu sempre fiz minhas unhas eu mesma, porque não acerto uma manicure que consiga me agradar (ou tiram muito minha cutícula e me deixam tomando choque em coisas sem eletricidade, ou tiram tão pouco que ficam cheias de esmalte; ou tiram tanto as sobras de esmalte que entram unha adentro com a acetona, ou tiram de menos, sobrando dedo afora… e por aí vai). Daí, com filho pequeno, que mama no peito, não dá pra se dar ao luxo de ficar 4 a 5 horas esperando as unhas ficarem sequinhas. Sem contar a higiene, né? Unhas sem esmalte são muito mais higiênicas. E o medo do pequeno ser alérgico ao toque com o esmalte? E onde deixar o bebê na hora de pintar as benditas? No quarto? E aí, se ele chora enquanto o esmalte ainda tá sendo passado? Quem pega no colo para acalmar? E outros motivos… Então corto, tiro cutícula, lixo… e passo no máximo uma basezinha hipoalergênica.

Eu não pinto mais os cabelos – de novo: imagina você lá no salão, o bebê respirando aquele cheiro de amônia… não dá! E eu sempre pintei em casa. Pensa no cara chorando e você não podendo pegar no colo porque a mão tá de luvas melecadas de vermelho super intenso? Ou ainda não poder dar mamá porque tá acabando o tempo de ação da tinta, e não pode passar dos 45 minutos senão explode? Fiz luzes em casa, mas foi tudo MUITO cronometrado – e graças a Deus o Diogão colaborou e ficou numa boa com o papai.

Eu não bebo uma lata de cerveja ou uma taça de vinho sozinha – não dá, né, gente? Quem gosta de beber sabe o quanto é ruim dar só umas bicadinhas na bebida que mais gosta. Mas eu sei da importância de não tomar mais a cerveja para acompanhar os petiscos. Fico no suco de laranja, e dou uns golinhos do copo do marido só pra não ficar com lombriga.

Eu não como mais minha comida do começo ao fim – raros momentos que posso usufruir de um prato de macarrão quentinho do começo ao fim. Ou alguém (leia-se minha mãe) tá com ele no colo, ou ele dormiu profundamente (às 23h) e eu consegui comer com calma. Domingo fomos a um aniversário, ele calmo no colo do pai, e eu engoli a comida para não dar tempo de ele chorar. Vida tirana.

Nunca mais saí para um barzinho sem bagagem – aliás, nunca mais fui a um barzinho. Mas fui à quermesse da cidade vizinha. E levei: sling, carrinho, bolsa com troca de roupas e fraldas, brinquedos… Isso porque ele só mama no peito, imagina quando estiver comendo…

Nunca mais fui pra balada – isso eu não sinto nenhuma falta, mas não tem cabimento deixar meu filho sem o “mamá” dele porque eu quero me divertir noite afora. Sem contar que é muita folga pedir pra minha mãe ou minha sogra ficar sem dormir (porque ele não vai dormir, certeza) pra eu ficar saracutiando por aí.

Não vou poder ir no SWU, Rock in Rio ou (talvez) ao show do Aerosmith – pensa na cena: a banda sobe ao palco, eu corro pra longe do som alto, e ligo para casa pra saber como tá o bebê; a cada 5 minutos. Vou aproveitar o que do show?

Não saio mais sem carro (eu não dirijo) – Não dirijo, preciso tirar carta, e o carro fica na garagem. Shame on me. Mas fazer oq? Bom… apesar disso, não saio com o Diogo sem carro. Seja de carona com meu sogro, seja de táxi, seja esperar o marido chegar pra dirigir, eu não saio mais sem carro. Imagina eu pegando lotação com ele, carrinho, bolsa… aí vc me diz: um monte de mãe faz isso. Problema delas! (rs) Eu programei meu filho para quando a gente tivesse condições de ter o carro à disposição. Ia tirar carta durante a gravidez, mas tive tendinite no pé e não pude. Logo farei autoescola, mas preciso esperar o Diogo estar nos sucos e frutinhas para poder deixá-lo com a sogra pra ir pras aulas, afinal, sair com ele nesse frio está fora de cogitação (sem contar o transporte público lixo, né?).

Lavo os cabelos só uma ou duas vezes por semana – tá, isso eu já fazia, odeio lavar cabelo e pentear e só não corto curtinho porque não combina com meu biotipo. Mas antes eu fazia por opção, agora é por falta dela. Simples assim.

Outras muitas coisas a gente deixa de fazer por um filho, mas nada disso tem importância. Não ligo mesmo de não poder sair porque ele está resfriado. Não ligo nem um pouco de tomar várias vomitadas no dia, ou de ter de puxar catarro do nariz dele usando minhas mãos. Detesto tomar uma go(l/r)fada concentrada na blusa na hora de sair, é verdade. Principalmente quando a blusa é a única que eu tenho para vestir (já falei que eu não tenho conseguido lavar/passar roupa que não seja dele?), mas relevo.

O gostoso é ir ao supermercado e ouvir “NOSSA, QUE BEBÊ LINDO!”, ou ir ao restaurante, onde ele dorme lindamente, e ver os garçons olhando com aquela carinha meiga.

Delícia é, a cada ida ao pediatra (que tá marcado pras 9h, mas você só entra no consultório 10h30, e só sai de lá perto de meio dia), constatar que seu leite é responsável pelo aumento na balança e os centímetros a mais – e ver as calças começarem a ficar curtas, as camisetas deixarem o umbigo de fora, a coberta não conseguir enrolar da cabeça aos pés com sobra.

Maravilhoso é acordar ouvindo as unhas dele raspando o berço, porque ele gosta do som que faz, e olhar quietinha o sorriso silencioso dele. E os olhinhos dele nos seus quando mama. Ou ouvir sua gargalhada porque você (ou sua mãe) perguntou sussurando: tá frio?

Engraçado é esperar e comemorar um cocô na fralda, um arroto ou pum. É tomar uma mijada master e só conseguir rir da situação. É rir da cara que ele faz tentando olhar pra dentro do cano do inalador. É descobrir pontos de cosquinha e ver que ele adora!

Bom mesmo é ser mãe, adulta, responsável, querer ser tudo na vida de alguém, querer cuidar e educar, alimentar e botar pra dormir, mas é também ser um pouco criança. É poder acordar fazendo caretas, e dormir falando baixinho. É saber que sempre vai ter alguém pra te atrapalhar nas horas importantes (não fiz xixi hoje), mas que um dia vai ter alguém pra te ajudar a escolher a roupa pra sair, correr pra apagar o fogo ou só bater papo mesmo. É fazer carinho hoje, sabendo que logo alguém vai ter fazer de volta. É cuidar de uma dor agora, sabendo que um dia alguém vai cuidar da sua.

Ser mãe não é só abdicar, é também receber. Por isso, não me arrependo de nenhuma mudança que realizei – e das que ainda terei que realizar – na minha vida e na minha casa. E que venham muitas mais mudanças!

Te desafio a achar coisa melhor na vida que cheiro de filho e amor de mãe.